terça-feira, 29 de junho de 2010

Preços mais competitivos fazem portugueses optar por sul de Espanha e ignorar apelo de Cavaco

Uma oferta hoteleira mais completa, a preços mais competitivos, é a principal razão que leva muitos portugueses a passarem férias no sul de Espanha, apesar do apelo do Presidente da República para escolherem Portugal como destino.

A agência Lusa esteve na Isla Canela, localidade balnear situada a cerca de seis quilómetros de Ayamonte, junto ao rio Guadiana e à fronteira com Portugal, onde muitos veraneantes lusos do Norte do país passam férias nos hotéis locais, contrariando o pedido de Aníbal Cavaco Silva.

Joaquim Machado, responsável comercial, residente no Porto, explicou que, "em termos de oferta, Espanha está mais à frente, porque conjugando os factores do alojamento e refeições, em Portugal é sempre mais caro".

"E hoje em dia, com a crise, temos que tomar opções. Estamos a falar de pequeno almoço e jantar, um jantar de buffet livre, mas num hotel de quatro estrelas com muito nível e que já ganhou vários prémios de gastronomia, a um preço muito acessível. E no Algarve isso é difícil", afirmou.

Joaquim Machado frisou que "no Algarve pode-se ter um alojamento equiparado em termos de preço", mas se "se forem incluídas as refeições já é muito mais dispendioso".

"Só por isso é que não sigo o apelo do [Presidente da República] professor Cavaco [Silva], porque teria todo o gosto em passar férias em Portugal. Gosto imenso do Algarve, mas esses dois fatores obrigam-me optar por Espanha", acrescentou.

A mulher de Joaquim Machado disse, por seu turno, ter falado com outros portugueses de férias na Isla Canela que destacaram a oferta dos hotéis para as crianças, que permite aos pais deixarem os filhos enquanto usufruem do descanso, situação que "em Portugal sairia muito cara".

"Optei por vir para Isla Canela porque os preços são mais competitivos e, fora do ambiente do hotel, continuam a sê-lo e não são diferentes como os que se praticam no Algarve", afirmou Amadeu Campos, bancário, de Gaia, para justificar a sua opção por Espanha.

Amadeu Campos precisou que no Algarve os preços são "totalmente diferentes" daqueles que se praticam na região onde vive, enquanto em Espanha tem qualidade de serviço e preços mais equilibrados.

Este bancário disse entender o apelo do Presidente da República para que os portugueses passem férias em Portugal, mas defendeu "o direito de escolha" mesmo em tempo de crise económica, cuja solução passa por "todos trabalharem e pagarem os seus impostos".

"Já venho para aqui há 10 anos, identifico-me com este local, faço questão de vir uma semana e descansar bastante. Este sítio proporciona-me isso. E tenho visitado às vezes familiares no Algarve e sinto-me roubado. Não é questão de pagar, porque se o preço justificasse o serviço não me importava, mas realmente o serviço não justifica o preço e isso faz-me vir a Espanha. Sinto-me bem aqui e não vejo razões para mudar", concluiu.

Noutra comparação realizada pela Lusa, uma semana de férias no Algarve, o destino nacional de eleição dos portugueses, num hotel de cinco estrelas, custa a um casal mais de 1500 euros em regime de alojamento e pequeno almoço (APA), que se optar por uma viagem até às Caraíbas consegue viajar com tudo incluído por 2000 euros.

Por mais 500 euros, um casal pode viajar até às águas quentes da República Dominicana (Punta Cana), México (Riviera Maya) ou Venezuela (Ilha Margarita) e passar sete noites (nove dias) num hotel de cinco estrelas com todas as despesas de alimentação e de transportes incluídas.


in: Jornal de Negócios Online

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Nova Iorque investe 25 milhões de euros em campanha

Atrair 50 milhões de visitantes à cidade, e inverter a tendência de queda que se tem sentido nos últimos anos é o objectivo da campanha publicitária que tem como protagonista a própria cidade de Nova Iorque.

A cidade pretende, com esta campanha, promover o destino no mercado interno e ao nível mundial, com especial enfoque para a Europa, Brasil, Canadá e Austrália.

A campanha foi desenvolvida pela NYC & Company, a entidade responsável pelo “marketing” e turismo da cidade, e surge no seguimento da estratégia lançada em 2007.

Com a duração de um ano, a campanha mantém terá tagline "See more. Be More. This is New York City" (Vê mais. Sê mais. Isto é Nova Iorque).

Televisão, imprensa e outdoors serão os principais meios em que esta será veiculada.

Fonte: Travel Biz Monitor

Governo lança "Um País que Vale por Mil"

"Descubra Portugal, um país que vale por mil" é o nome da nova campanha de promoção interna do Turismo de Portugal que será apresentada no Porto pelo ministro da Economia Vieira da Silva.

A nova campanha está orçada em três milhões de euros para o segundo semestre deste ano e 2011. O Turismo de Portugal admite que este orçamento poderá ainda ser reforçado por verbas de outras proveniências, nomeadamente, orçamentos de promoção turística regional.

A partir do final deste mês a campanha irá estar presente em centenas de "mupis" e "outdoors" na televisão, na rádio e na Internet "Para posicionar Portugal como a primeira opção de férias e fruição de tempos livres (fins-de-semana, feriados e pontes)" dos portugueses.

O slogan seleccionado foi o escolhido "por representar um conceito verdadeiro e simples – a diversidade da oferta nacional – e por ser sonoro e memorável, permitindo diversas aplicações". Por exemplo: "Portugal, uma gastronomia que vale por mil", ou "Portugal, uma paisagem que vale por mil".

"Espanha, Brasil e as comunidades portugueses residentes no estrangeiro também poderão vir a ser abrangidos por esta campanha de promoção interna devido à sua proximidade e crescente interesse demonstrado nos últimos anos", adianta o Turismo de Portugal.

No ano passado, os turistas nacionais representaram mais de um terço das dormidas realizadas em Portugal (13,24 milhões) geradas por 6,45 milhões de hóspedes.


in: Jornal de Negócios Online

Marcas capitalizam derrota da Inglaterra no Mundial

As marcas de automóvel Kia e Nissan estão ambas a veicular hoje, segunda-feira, anúncios nos jornais britânicos que capitalizam a derrota da selecção inglesa face aos alemães no Mundial de Futebol. Enquanto isso, uma cadeia de supermercados oferece um "exame oftalmológico" ao fiscal que não assinalou um golo dos britânicos.

Segundo publica o Brand Republic, a Kia lançou um anúncio no “The Times”, criado pela Inocean, que promove sete anos de garantia na compra de um dos modelos da marca e cujo “claim” é: "Oh well, at least our warranty beats the Germans" – “Enfim, ao menos a nossa garantia ganha à dos alemães”. Caso os ingleses tivessem ganho a partida, o anúncio teria a frase: “A nossa garantia também ganha à dos alemães”, conta a marca que afirma ter-se precavido para qualquer um dos cenários.

Entretanto, a Nissan lançou também hoje no “The Sun”, um anúncio para gama GT-R da marca. Criada pela TBWA, a peça afirma “One match the Germans didn't win” – “Uma disputa que os alemães não ganharam”.

Também a cadeia de supermercados Asda capitaliza a derrota da equipa inglesa, que no jogo contra a Alemanha, ontem, viu um golo a não ser assinalado, por erro de um fiscal de linha uruguaio. Hoje a marca afirma: “Oferecemos um teste de visão gratuito a qualquer pessoa com um passaporte do Uruguai”.

Fonte: Brand Republic

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sagres desafia portugueses a mostrarem o que fariam pela Selecção Nacional

A Cerveja Sagres acaba de lançar uma nova campanha, onde desafia os portugueses a mostrarem o que fariam pela Selecção Nacional. Segundo explica a marca, a acção, vai dar a oportunidade à melhor iniciativa de integrar o anúncio de televisão da Sagres de apoio à Selecção.

Para participar nesta campanha, presente em internet sob o mote “O que é que fazias pela Selecção?”, é necessário fazer um vídeo e descarregá-lo na página www.sagreszero.pt, habilitando-se a entrar na campanha em televisão da cerveja Sagres de apoio à Selecção Nacional. A promoção estará no ar até 15 de Maio.

Segundo avança ainda a Sagres, no âmbito desta iniciativa inédita, a marca também se associou ao movimento do Facebook “Queremos a Selecção com bigode na África do Sul”, que conta já com mais de 50 mil fãs. Também a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, detentora da marca Sagres, vai aderir a este movimento, desafiando os seus Colaboradores para deixarem crescer o bigode.

Fonte: Cunha Vaz & Associados

Quase metade dos portugueses não estão preparados para despesas inesperadas

De acordo com um estudo realizado pela TNS em associação com professores da Harvard Business School e do Colégio Dartmouth, sobre “Literacia Financeira e Comportamentos Financeiros de Risco”, metade dos consumidores em muitos dos países desenvolvidos lutam para fazer face a despesas inesperadas.
A análise realizada mostra que muitos dos consumidores, particularmente em Portugal, Reino Unido, Estados Unidos da América, Alemanha e México, não possuem actualmente recursos para fazer face a despesas inesperadas, como sejam uma súbita reparação do carro ou da casa ou ainda outros gastos menores relacionados com a saúde.
Em Portugal, quase metade dos inquiridos (44%) referiu que não teria possibilidade de pagar uma despesa inesperada de 1500 euros, nos próximos 30 dias. Já os luxemburgueses são os que se mostram mais confiantes, com 9 em cada 10 entrevistados a assumirem ter condições para avançar com dinheiro nesta situação. Em Itália, Holanda e Canadá cerca de 7 em cada 10 entrevistados mostram-se igualmente confiantes perante a possibilidade de enfrentarem uma despesa inesperada.
De acordo com Peter Tufano, da Harvard Business School, “estes números não são apenas reflexo do desemprego ou do número crescente de agregados familiares com menores rendimentos. Em muitos países existe uma fragilidade financeira generalizada, com um número significativo de consumidores da classe média extremamente vulneráveis a emergências financeiras súbitas”.
As poupanças são o primeiro recurso para ir buscar fundos de emergência na maioria dos países inquiridos, sendo o recurso mais provável na Holanda (89%) e no Luxemburgo (86%) mas também para cerca de metade dos respondentes na Alemanha, Estados Unidos da América, Reino Unido, Canadá e Portugal. Não surpreende pois o facto de serem o Luxemburgo, a Holanda e o Canadá, os países com maior incidência de consumidores com conta poupança.


Fonte: Marketeer

domingo, 11 de abril de 2010

Poderá o Twitter prever o comportamento de um produto?

Segundo a Marketing News, dois investigadores do HP Labs, em Palo Alto (E.U.A.), Asur Sitaram e Bernardo Huberman, descobriram que as entradas no Twitter podem ajudar a prever o comportamento de um filme no primeiro fim de semana de lançamento. Os resultados, dizem, são mais precisos que o método usado actualmente por empresas de produção cinematográfica, o Hollywood Stock Exchange (HSX).
Ashur Huberman terá seguido as indicações de filmes com diferentes tweets: 2,9 milhões 1,2 milhão de utilizadores ao longo de três meses, de acordo com um artigo publicado no jornal Financial Times. No total, 24 filmes, de “Avatar” de “Lua Nova”.
Para prever a assistência no primeiro fim-de-semana, construiu um modelo de computador baseado em duas variáveis: o número de tweets e o número de cinemas em que o título está em exibição. Este modelo foi bem sucedido na previsão dos resultados relativos ao número de bilhetes de 97,3% (o Hollywood Stock Exchange tem uma taxa de sucesso de 96,5%). Para o segundo fim-de-semana, os autores descrevem os tweets em positivo ou negativo, pois os utilizadores já terão visto o filme. Neste caso, o método resultou em 94%.
De acordo com alguns especialistas, este mesmo processo pode ser usado para prever resultados de outros produtos, como jogos de vídeo, áreas onde não existe nenhuma ferramenta como a HSX, ou até mesmo a rede de microblogging que pode ser a melhor forma de prever o comportamento do consumidor .